Estação Espacial Chinesa é o destino de astronautas que irão ao espaço nesta quinta-feira

Informação da CMSA especifica que um dos motivos é o reparo técnico

Na noite de amanhã (17), os brasileiros apaixonados pelo espaço poderão acompanhar mais informações a respeito da mais nova missão espacial chinesa.
Para muitos, o lançamento de uma missão tripulada por parte do país ocidental foi uma surpresa: afinal, a informação só chegou à mídia hoje por meio de uma entrevista da China Manned Space (CMSA).
Tudo isso está relacionado à intenção da China de inaugurar uma estação espacial, no máximo no próximo ano. Porém, os planos da grande pioneira em tecnologia no mundo estão um pouco atrasados.
De acordo com o governo chinês, seria preciso 11 viagens a fim de que toda a estrutura tecnológica fosse montada. Apesar de já estarmos na metade de 2021, foram lançadas apenas duas missões – três com a de amanhã.

Entenda o que acontecerá nessa viagem espacial chinesa

Na realidade, a China já tem uma estação em órbita com o nome de Tianhe e é ela o destino da missão que irá ao espaço daqui a algumas horas.
Três astronautas receberam da China Manned Space a responsabilidade de verificar as condições para que mais tripulantes possam chegar em breve à estação espacial – afinal, a China quer mais missões tripuladas até o ano que vem.
Outras atividades que os três astronautas realização na Tianhe serão de instalação de novas tecnologias, reparos técnicos em equipamentos que já estão na estação espacial e, claro, excursões pelo espaço.
O tempo para que todas essas coisas sejam feitas pela tripulação, composta apenas por homens, é curto: serão 90 dias até que os astronautas iniciem a viagem de volta.

Disputa com outros países fez tecnologia espacial chinesa decolar

É claro que a China sempre foi um expoente quando se trata de tecnologia, mas existe um motivo para o país tenha passado a “correr” com relação às viagens espaciais: as divergências acontecidas com os Estados Unidos em relação à Estação Espacial Internacional (chamada de ISS).
Essa seria uma estação espacial que contaria com a cooperação de alguns países para ser criada e, claro, também seria explorada em coparticipação.
Porém, os atritos constantes entre China e EUA resultaram no banimento dos astronautas asiáticos. Dessa forma, a China tomou a decisão de não depender de uma estação espacial coletiva, mas de acelerar a sua própria tecnologia e estabelecer uma estação exclusiva.
Os planos são ousados: de acordo com a estimativa do governo chinês, o local poderá ser usado por uma década inteira para pesquisas espaciais, acompanhamento de satélites e outros.
É por isso que a missão tripulada que chegará ao Tianhe é tão relevante e um foguete com o que há de mais recente em tecnologia espacial permitirá que a Shenzhu-12 (nome da aeronave) chegue à estação.
Até agora, os investimentos da China para conseguir estabelecer-se no espaço sideral de forma independente dos outros países, inclusive da Rússia, já estão em bilhões, decorrentes também de outras missões.

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